maio 24, 2006

E ficou...


No ano em que eu nasci.



No ano em que eu os vi... 24.Mai.05

Pela noite que foi, pela música que é...

Save a Prayer [Duran Duran]

You saw me standing by the wall,
Corner of a main street
And the lights are flashing on your window sill
All alone ain't much fun,
So you're looking for the thrill
And you know just what it takes and where to go

Don't say a prayer for me now,
Save it 'til the morning after
No, don't say a prayer for me now,
Save it 'til the morning after

Feel the breeze deep on the inside,
Look you down into your well
If you can, you'll see the world in all his fire
Take a chance
(Like all dreamers can't find another way)
You don't have to dream it all, just live a day

Don't say a prayer for me now,
Save it 'til the morning after
No, don't say a prayer for me now,
Save it 'til the morning after
Save it 'til the morning after,
Save it till the morning after

Pretty looking road,
Try to hold the rising floods that fill my skin
Don't ask me why I'll keep my promise,
Melt the ice
And you wanted to dance so I asked you to dance
But fear is in your soul
Some people call it a one night stand
But we can call it paradise

Don't say a prayer for me now,
Save it 'til the morning after
No, don't say a prayer for me now,
Save it 'til the morning after
Save it 'til the morning after
Save it 'til the morning after
Save it 'til the morning after
Save it 'til the morning after

Save a prayer 'til the morning after

maio 21, 2006

Fui às cebolas




Fui às cebolas e adorei sentir a chuva.
Tarde fresca de Lisboa intensa, vaidosa, fria e com medo. Ventos do norte, de dentro e de força sopram através de mim.

maio 20, 2006

Deambulações Vãs

Se o vazio é oco, cheio de nada, porque é que pesa e dói intensamente? O vazio ocupa espaço? Mas que espaço? Preenche-se? Como? E se o vazio aumentar a sua dimensão, e de parasita se tornar proprietário de quem o suporta?

maio 19, 2006

Tremores


Ladaínha que permanece. Dor que não se vê. Ferida que não sara. Entra rápido e sai, ou vai ficando devagar. Ai, o gato deixou o rabo de fora. Não fujas, a sala é ampla e não tem paredes. És um vagabundo de ti mesmo, cuja transparência brinda a mais inútil queda. O rabo do gato? Fica sempre de fora.

maio 18, 2006

Id

"Não sei o que é conhecer-me. Não vejo para dentro.
Não acredito que eu exista por detrás de mim."

Alberto Caeiro

maio 15, 2006

Mais vale tarde do que nunca.

Nunca fui à tropa, nem está nas minhas cogitações ir. Não gosto de receber ordens, nem que me condicionem a liberdade de pensamento. Não gosto de prazos, não gosto de limites. Gosto de adiar tudo para a última, gosto da pressão.

Gosto de integrar um blog e de chegar elegantemente (ou não) atrasado.

à_deriva apresenta-se ao serviço!...

maio 14, 2006

Carmona em alta... ou então não

Carmona Rodrigues é o estereotipo perfeito do "político" do povo. Desde a sua figura bairrista e simpática, passando pelo seu discurso nú de palavreados altivos, até mesmo à forma como decorreu a sua campanha para as autárquicas, com o célebre arregaçar de mangas, a verdade é que o actual presidente da câmara faz os possíveis para se aproximar do comum português. Mas meus amigos há coisas que são de mais, e não só roçam o ridículo como o ultrapassam largamente. A propósito do mediático "Downtown", uma prova internacional que consta na descida de uma cidade em cima de uma bicicleta, o "presidente" da capital do nosso país decidiu aventurar-se e entrar também na prova. O resultado é lamentável. Ver Carmona a descer de bicicleta já era esquisito, agora vê-lo, sucessivamente, a cair, a bater com a cabeça nos degraus, a dar autênticas piruetas no ar é muito, muito esquisito. Senhor Carmona, há tantas formas de alcançar o bem comum... excusa de andar a bater com a cara nos paralelos de Lisboa...

Dinâmica dos autocarros

Pode parecer bizarro, mas a verdade é que os autocarros também deveriam ter uma dinâmica própria... Digamos que um pequeno passo pode fazer toda a diferença, principalmente quando o autocarro está cheio de gente. Sei lá, há uma certa gestão do espaço que se torna imprescindível. Desculpem o desinteresse do assunto, mas nunca percebi muito bem porque é que não nos conseguimos mexer num espaço praticamente vazio (não metaforicamente falando, claro).

Qual é coisa qual é ela…

No final de uma licenciatura uma avó pergunta à neta:
“Oh filha, mas afinal para que é que serve o teu curso?”

Pistas: “para que é que serve” – pressupõe-se a existência da noção de utilidade (o que já não é mau).

Pergunto eu: Falamos de que curso? Ora, se não somos Médicos, Professores, Engenheiros, Advogados ou Padres, entramos numa encruzilhada angustiante quando se trata de justificar que aquilo que fazemos para além de servir para alguma coisa, até nos dá um gozo fenomenal. Pensar pequenino é pensar que estudamos apenas para servir. Servir o quê? Se fosse para servir, que servisse o meu umbigo de prazer ilimitado.

Moral da História: Com todo o respeito pelos vossos avós, sigam os vossos impulsos mais “pancáticos” e não recusem o que as entranhas reclamam!

ps Desculpem que vos diga, mas a minha avó é apaixonante.

maio 12, 2006

13 de Maio de 2005, e a luz também lá esteve


E se eu acrescentar e disser que esta fará amanhã um ano.
Só por este pormenor, valeu a pena desviar a rota.

Fantasmas

Reparei há dias que o suave papel higiénico que utilizo (pelo menos o rolo de então), tinha desenhados pequenos fantasminhas, quais criaturas pequenas, alucinantes e de boca aberta. Comentei. Descubri a fonte.
Hoje mirei de novo esta bela obra de arte, desta vez com maior atenção. E eis que olhos mais nítidos se desenham, traços faciais sobressaem, e os pequenos fantasminhas se transformam em pessoas daquelas a quem só nos apetece mandar à...

e mandei.

We're never gonna survive unless



We are a little crazy!
Há um ano.

Conspiração.... de quem??

Manuel Maria Carrilho lançou há poucos dias o seu mais recente livro: "Sob o signo da Verdade". Nessa mesmíssima obra, o político conseguiu através da sua mente inteligentíssima e perspicaz (sem falsa ironias) encontrar os verdadeiros culpados para a sua tão injusta derrota nas autárquicas (aqui sim, a ironia transborda). Mas o mais interessante é que ele encontra nos jornalistas o expoente máximo desta conspiração. Agora a pergunta que eu faço é, se Carrilho não gosta nada da classe jornalística, e se esta o prejudicou tanto, porque é que fez uma conferência de imprensa a apresentar o seu livro? Porque é que convidou todos os meios de comunicação e mais alguns? Porque é que fez questão de mostrar a sua querídissima mulher às objectivas? Porque é que vendeu as imagens do seu filho a revistas cor-de-rosa? Não entendo, juro que não entendo...

maio 10, 2006

Ai que coisa tão bonita!

"Há aqui uma falha de Comunicação...." in Tertúlia Cor de Rosa, 10 Maio de 2006, Cláudio Ramos.

E pronto, mas a Maya estava lá e como "organizadora de eventos" aposto que se lembrou de um mega-evento supé bem, com montesss de gente bonita e muita comunicação social hiper tendenciosa, ai, objectiva (às vezes confundo sinónimos e antónimos....:p).

...
Mulheres do Minho ao Algarve, sem qualquer ofensa ou pretensão de o transmitir, esclareçam-me por favor o fundamento desse ritual do além, que vos leva a vestir o avental/ bata ou sinónimo noutro qualquer dialecto, assim que as estações televisivas invadem a vossa terra? A sério que não percebo.

É alguma seita? Está relacionada com a seita dos nossos amigos dos Iranianos que aparecem de metralhadoras em punho sempre que são filmados?

....e tenho dito....!

Se há algo que me irrita de forma solene...

é a irresponsabilidade de algumas pessoas. Para quê integrarem determinados projectos e assumirem determinados papéis se sabem à partida que não tem disposição, vontade, quiçá, gosto em fazê-los? É intrigante... não é?

maio 09, 2006

Ai a classe política...

Estudo internacional revela que mais de metade da população confia mais nos media do que nos governos do seu próprio país... No comments...

Seguranças...

De repente uma dúvida assolou o meu espírito... Porque é que os seguranças são gordos?

maio 08, 2006

Sabeis que mais?

Somos uns merdas. Um monte de cacos estúpidos. Pó, entranhas e manhas. Caretas e gemidos, oh… pobres coitados… que nós somos, que tanto sofremos por mesquinhices e coisas sem coisa nenhuma de jeito.

Levantar os olhos, abrir as pálpebras moles
Acordar os ouvidos
Estremecer o nariz
Sacudir o corpo e a mente
Desligar as músicas toscas, arritmias e vozes afinadinhas… “LÁÁaaaa….” Bah!

Que a vida é tão porreira!

Porque por mais escuro e vazio que tudo nos pareça, há sempre uma paisagem que nos arrepia, um pedaço de bolo que nos deleita, um abraço que vale a pena dar, um caminho… ai, proibido! que queremos experimentar e um monte de cacos estúpidos para descobrir.

Más notícias para sportinguistas e portistas...

Koeman saiu do Benfica ...

Pensar é..

a sapiência do vazio, a genialidade de ouvir o silêncio deixando-nos inefavelmente falando..
ter a capacidade de pensar é viver a beleza da profundidade do hiato oral..
porém, o pensamento é a "senilidade" do ser alienado rebelde e frustradamente iluminado na sociedade actual. assim, pensar é ser-se ou é não se ser?

maio 07, 2006

Lugares Comuns

E se a esperança não for a última a morrer?

Pois, parece que o rio nem sempre corre para o mar. E depois? Depois a malta sofre.

É por estas e por outras, que quem pensa nesse lindo fenómeno de dar à luz se deveria preocupar, não em ter uma maternidade no andar de baixo, mas eu não corromper a ingenuidade dos pequenos rebentos. Estes vazios só dificultam a espontaneidade e parece uma questão parva, mas dá que pensar. Afinal, não há manuais de instruções e nem com erratas se aprende, que há dias de céu cinzento e pior que o sol não brilhar é um dia sem ele nascer.

Amigo M,

Ela sabe, sente e é.
Diz que não toca, mas dói,
que o sentimento não cobre a ferida.

Sim, eu já lhe sussurrei,
que és grande e que vives com ela.
Por vezes, a tua excentricidade não a deixa respirar.

Mas, quando o vento vai,
és mais que uma memória,
és o aqui e agora,
és o agora e sempre.

Pela porta entreaberta,
gosto de ti.

Abraço longo...

Quem não gosta do Tom Cruise...

Epá, não sabe o que é bom.

Já viram o MI III? Eu não. Mas quem não gosta do Tom Cruise... epá, desculpem, não sabe o que é bom.

Chocante

Para os menos informados, o Benfica acaba de perder 3-1 com o Paços de Ferreira. Consequência imediata? Não conseguiu o 2º lugar e a respectiva presença directa na Liga dos Campeões. Moretto acabou o campeonato de forma nada prestigiante sendo culpado nos golos. O segundo golo é, aliás, um verdadeiro frango, um daqueles que o Senhor Koeman tanto criticou aos jogadores do Rio Ave. Dizem os jornais que Koeman vai rumar à Holanda. Para bem da nação benfiquista, espero bem que sim.

Mas não são estes os acontecimentos que marcaram este fim de dia. Na última e decisiva jornada do campeonato, faltava saber quem seriam os clubes despromovidos, sendo que o Penafiel era já uma presença certa. E é com muito pesar que constato que clubes histórico como o Vitória de Guimarães e o Belenenses desceram da principal Liga Portuguesa de Futebol. Por tudo o que deram ao futebol português, pelos excelentes jogos de futebol (mesmo ganhando ao Benfica) e, principalmente, por aquilo que representam nas respectivas cidades, hoje é um dia muito triste no futebol português. Arrisco-me a dizer que sem estes dois grandes clubes o nosso futebol não será o mesmo. Pelo menos durante um ano.

P.s - Ah! E parabéns ao Sporting pelo segundo lugar. Mereceu.

maio 06, 2006

Política? Nã, eu é mais bolos!

Caso ainda restem dúvidas, o Público de hoje esclarece:

“Os portugueses são os cidadãos da União Europeia que menos se interessam por assuntos políticos e que menos discutem política entre amigos e familiares, revela um estudo encomendado pelo Comissão Europeia ontem divulgado em Bruxelas. 66% dos portugueses inquiridos manifestam desinteresse pela política interna, o que constitui o valor mais elevado do espaço comunitário, e bastante acima da média da EU, de 36%, indica o Eurobarómetro especial sobre o Futuro da Europa. Questionados sobre o seu interesse pela política europeia, os portugueses revelam ainda menos entusiasmo, com a percentagem de desinteressados a subir para os 72%, nesta caso um valor igualado pelos espanhóis (…)” (começamos a importar hábitos dos países desenvolvido, é um começo, o importante é a cópia, independentemente da sua pertinência!).

São números que reflectem atitudes e comportamentos.

É o desnorte, que já nem surpresa provoca.

Se fosse num Luxemburgo ou outros que tais, seria caso para um dos insólitos “Nós por cá.” Por aqui, qualquer reacção para além da apatia, é pura ficção.

Eu cá ensinava a trupe a pescar.

Calvin, esta manhã...

"Se não podes vencer pela razão, tenta o volume do som".

Como se pode confirmar, a minha constatação de ontem tem a sua dose de precisão. Afinal, Calvin não passa de um espelhar de almas insípidas....neste caso, materializadas numa criança imatura.

Tréguas e que Zen vos aquiete.

O lado mais doce na sua plenitude

O sol e o vento bom desta manhã.
Por exemplo.

maio 05, 2006

Constatação

Não gelem com o grito dos maus, mas temam o silêncio dos lúcidos.

Estados de Alma

Existem determinados momentos em que a vida parece demasiado volátil para os sacrifícios a que estamos sujeitos. Para quê lutar tanto se tudo acaba irremediavelmente da mesma forma? Para quê esforçarmo-nos até ao limite se, inevitavelmente, cairemos na eternidade do esquecimento? Todos estes receios e dúvidas estão impregnados em mim e fazem, indubitavelmente, parte daquilo que eu sou, da minha identidade. No entanto, no meio deste pessimismo incontornável existe também uma sede de viver, um desejo imensurável de crescer que me faz abrir os olhos todos os dias e encarar o mundo. Carpe Diem parece-me, actualmente, uma miragem. Mas habita em mim a esperança que estes dias menores mais não sejam que o amargo da vida, para que um dia consiga disfrutar o lado mais doce em toda a sua plenitude .

maio 04, 2006

Mas afinal o que é isso da Panca?

É um estado de alma? Uma característica? Ou simplesmente uma postura?

Que seja uma postura, que seja uma astuta excentricidade e que teime em soltar índices da sua impertinente existência.

Encontros e desencontros,
Entranhas que gritam,
Vozes que ficam e Estranhos que passam...

...e a Panca não era azeite, mas com a água não se confundiu!

maio 02, 2006

A Panca

Da dor de ser e de não ter, das cores que nos governam, dos quadrados semióticos dos mais esplêndidos e horripilantes filmes... até da comichão que deambula pelos nossos corpos meios-verdes, que nos traz a emoção de nos sentirmos unidos, a panca!
A panca... uma disfunção, certamente. Uma anormalidade. Diria antes uma outra necessidade, vício, fidelidade... ao que se sente, ao que se pensa, à vontade de procurar. Siga!