setembro 28, 2006

noites frias

É como a crosta, a fina crosta. De um vermelho escuro, próprio de quem sente demais. Há sentir demais? Há. não se faz, está. a procura. Dizem as vozes doces que assim é, tem que ser assim. E no mas, no mas de miúda mentirosa, encarnada de dor e de saudade, persiste a procura. É tão doce, a procura. Bateu à porta 27.000 vezes, pediu pela chave e menosprezou as ciências, riu-se e mexeu os braços com um escondido nervosismo. Até a procura é nervosa. Instala-se dentro, mas não sabe ser forte. Onde está a força então? Não sou eu quem a tem, nem a procura a roubou.

Não ter força e voar com asas de tecido do Oriente. Procura-se a penumbra e os espaços menos claros. Receio… de ver que nada se pode ver, mesmo com os mais brilhantes raios? Odiosos e ilusórios, de luz que promete roubar o peso da inquietude. Noites frias, quero noites frias.

setembro 24, 2006

Formação a mais??!!

Talvez por ingenuidade, sempre acreditei que ser bom profissionalmente, ser competente, ser inteligente, ter uma formação de excelência seriam aspectos valorizados e até solicitados. Mas não... Hoje em dia, quando se fala tanto dos níveis de insucesso em Portugal, existem pessoas que têm de omitir algumas das suas habilitações para conseguirem arranjar emprego. Afinal, ter insucesso escolar talvez seja bom... Os CVs seleccionados não são os melhores porque não é isso que é procurado, porque não é preciso, porque para as funções exigidas não é necessário. E assim estamos num país onde ser doutorado e ter mestrado é uma lacuna... Onde pessoas com estas habilitações chegam às entrevistas e são rejeitadas porque têm competências a mais. Isto é o cúmulo. Numa reportagem da SIC sobre desemprego em Portugal, tomei contacto com uma realidade que me deixou chocada (é o termo, sim). Pessoas com dois doutoramentos que estão desempregadas, no limiar da probreza, a dormir no carro, porque têm currículo a mais. Numa situação de desespero, estas pessoas candidatam-se a qualquer coisa e mesmo assim não conseguem... Mas em que país vivemos? Dizem que os portugueses não fazem nenhum, que são desleixados e preguiçosos... Pois, porque será? Não se percebe... É um incentivo à estagnação, à desistência... É um sinal muito negativo... Uma situação muito injusta e sem sentido...

setembro 11, 2006

Mitos...

Enquanto ateia, considero a existência de Deus o maior mito da Humanidade; enquanto profissional de comunicação, considero que o mito reside nas Relações com os Media. Vejamos: quantas pessoas lêem jornais? Quantas todos os dias? Mais, qual o nível de iliteracia dos portugueses? Quantas pessoas lêem uma notícia até ao fim? Será que ainda não perceberam que a notícia chega a poucos? Conclusão, é preciso estar no jornal certo, no dia certo, à hora certa, na página certa e rezar aos santinhos para que a notícia seja lida... O melhor será criar uma fórmula, em que uma das variáveis é o estado do tempo... Desculpem a ironia... A questão é: porque é que se reduz a comunicação às relações com os media? Não será isso excessivamente redutor? Não estaremos cada vez mais a caminhar no sentido da desvalorização da nossa actividade? Não poderemos ser mais do que simples veículos de informação? Não tenho nada contra as relações com os media, mas digamos que há mais vida para além do jornal. E, principalmente, a comunicação não se mede ao kilo. Mais uma vale uma boa notícia que 10 mediocres... A mim parece-me que caminhamos no sentido da mediocridade, vivendo numa ilusão, a ilusão de que promovemos notoriedade com uma notícia do jornal... digamos que primeiro faz-se, depois divulga-se... Faça-se e depois fale-se ou não se fale de todo, pois comunicar também é agir... Mas faça-se!

setembro 10, 2006

Constatação (ou a selva onde a máfia há-de reinar)

Existem 1145 PR agencies em Londres.

setembro 09, 2006

O dia seguinte

Que se lixem os falsos moralistas! Que se lixe quem tenta esconder na sua humildade a arrogância! Que se lixem aqueles para quem um perdão não chega! Que se lixem aqueles que esgravatam a dor do outro só para dizer "vês como dói"! Que se lixem os egoístas que só pensam nos defeitos dos outros! Que se lixem as palavras que foram ditas, o arrependimento, as lágrimas... ! Que se lixem aqueles que por quem passámos e que não deixam saudades! Que se lixem os ilusionistas, os manipuladores, os aparentes...! Que se lixem aqueles que nem dão a oportunidade de nos ouvir! Que se lixem os conhecidos voláteis!

A partir de um hoje um novo dia começará. Venha daí essa "aprendizagem"... Para o bem ou para o mal estou diferente, e nada será como dantes.

setembro 05, 2006

The Great Pretender

60 anos faria hoje a voz que deu corpo a esta música. fosse antes por isso que aqui fica.

Oh yes I’m the great pretender
Pretending I’m doing well
My need is such I pretend too much
I’m lonely but no one can tell

Oh yes I’m the great pretender
Adrift in a world of my own
I play the game but to my real shame
You’ve left me to dream all alone
Too real is this feeling of make believe
Too real when I feel what my heart can’t conceal

Ooh ooh yes I’m the great pretender
Just laughing and gay like a clown
I seem to be what I’m not
I’m wearing my heart like a crown
Pretending that you’re still around

Too real when I feel what my heart can’t conceal
Oh yes I’m the great pretender
Just laughing and gay like a clown
I seem to be what I’m not you see
I’m wearing my heart like a crown
Pretending that you’re

Pretending that you’re still around

Queen