outubro 30, 2006

Sabem o que eu acho?

Não, claro que não. Aliás, poucos ou nenhuns sabem o que os outros são ou acham. Acham do verbo achar, encontrar. Encontra-se pouco nas gentes, diria que é porque as próprias gentes não se encontram. Esconder, esconder, esconder… o que se sente. Porquê? Um rápido passeio pela blogosfera mais intimista revela pensadores e sofredores, amores e muitas ou poucas dores. E ainda assim, o dia é metálico de tão escondido, máscaras de exageros contidos, abraços sonhados, o toque que não vem, vendido à vergonha e ao parecer… vazios. Ocos, mas somos todos ocos? Devemos então não ser líricos, nem românticos, nem sonhadores e infundados? Certamente, pois, então, afinal… a vida de nada tem de infundado, pois não?

Quebrar as máscaras de dia e de factos e vestir os trapos do Oriente que cheira a nós não é forçosamente despir a alma. É vesti-la de verdade, e alternar com acessórios que mudam conforme os actos. I Acto, II Acto, III Acto, palmas, palmas! Choro, não, bravo, bravo! Luzes, pó que cega, voz que apaixona, olhares talentosos, saudades que apertam. Algum de vocês tem saudades? Dançamos entre palcos, e com medo, quase deixamos de sentir.

Por isso desafio estes soltos pancados num mundo de desafios mais ou menos percebidos, a dizerem o que sentem.

1 comentário:

Incomparente disse...

e a primeira a responder ao desafio... devia ser a menina Madame Zen..